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10/12/2010 - 21h03
Associação pede processo contra deputado que defendeu agressão a 'filho gayzinho'
DE SÃO PAULO
A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) entrou nesta sexta-feira com pedido no PP para que abra um proceso disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).
No dia 18 de novembro, o deputado afirmou que caso os pais queiram mudar o comportamento de um filho homossexual é necessário recorrer a agressões físicas.
A "receita" do parlamentar foi dada durante um debate no programa "Participação Popular", na TV Câmara, que discutiu a "Lei da Palmada" --projeto de lei que proíbe qualquer punição corporal-- na última quinta-feira (18).
"Se o filho começa a ficar assim meio gayzinho, [ele] leva um couro e muda o comportamento dele", afirmou.
Para a ABGLT, Bolsonaro deve ser investigado pelo conselho de ética do PP.
"Bolsonaro possui um currículo acumulado de pronunciamentos que desrespeitam a dignidade humana, os direitos individuais e os princípios democráticos", argumenta a entidade, citando outras declarações do deputado.
CAÇADOR
Na oportunidade, ele manteve sua posição em entrevista à Folha.
"O pai tem o direito de dar umas palmadas no filho dele. Se o garoto anda com maconheiro, ele vai acabar cheirando, e se anda com gay, vai virar boiola com toda certeza. Nesse momento, umas palmadas nele coloca o garoto no rumo certo", disse.
Ele ainda afirmou que não é "um caçador de gays", mas acha um "absurdo" não ser permitido fazer piadas sobre eles. "Não venham querer se impor, achar que são uma classe a parte, que são privilegiados."
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