sábado, setembro 22, 2012

Foto polêmica entre empresário gay e Celso Russomanno causa polêmica nos meios LGBTs

Na manhã desta quinta-feira, 20, uma imagem caiu como uma bomba para a comunidade LGBT. Um dos empresários mais poderosos da noite gay de São Paulo, André Almada, apareceu em uma foto abraçado com o candidato do PRB à prefeitura da cidade, Celso Russomanno.
As fortes ligações do político com as lideranças da Universal, igreja que faz forte oposição aos direitos dos homossexuais, bissexuais e transgêneros transforma o apresentador de TV e deputado federal em antagonista dos gays.
Celso Russomanno e André Almada no centro da foto (Reprodução)
Esta sensação do gesto entre figuras emblemáticas que a princípio estão em campos opostos se abraçando logo causou celeuma. E multiplicaram-se no mar de palavras e sensações que são as redes sociais manifestações de repúdio e de apoio a esta imagem. Para uns, foi um ato democrático, para outros, foi um sinal do jogo de interesses políticos sem nenhuma ideologia ou preocupação com os direitos dos LGBTs.
Protesto no Facebook (Reprodução)
Uma manifestação de repúdio está sendo marcada no sábado, 22, em frente a um dos clubes de Almada. “Gritemos, demonstremos nossa indignação e repulsa a este ato e inspirados em Harvey Milk vamos à frente da boate ‘The Society’ de André Almada demonstrar nossa ojeriza em relação ao seu apoio ao candidato não desejado pela comunidade LGBT”, diz o manifesto no Facebook.
A assessoria do empresário soltou uma nota esclarecendo o caso: “Sobre a foto que tem circulado pela internet, na qual o empresário André Almada aparece ao lado do candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno, explicamos que se trata de um evento realizado na semana passada no clube ‘The Society’. Russomanno, apontado por muitos como opositor da comunidade e dos direitos LGBT, foi justamente esclarecer essa questão e apresentar seus planos e projetos pertinentes a esse público. O que fizemos foi dar direito de resposta e promover um debate saudável. O Grupo The Week, além de promover entretenimento, exerce sua responsabilidade social. Nossas portas estão abertas a todos os demais candidatos.”
Muito se questionou se o empresário estava apoiando Russomanno, o porquê da foto, qual a qualidade daquele encontro. O Blogay mandou via e-mail perguntas para André Almada que explica seu ponto de vista no caso.
Blogay – Como aconteceu este encontro entre você e Russomanno?
André Almada  - O partido do deputado Campos Machado (o PTB) solicitou um encontro com o candidato. Então convidei algumas pessoas do meio LGBT para um bate-papo no clube “The Society”. A iniciativa não foi nossa. Foi solicitação do partido. Nós aceitamos, pois achamos que esse debate seria uma forma de exercermos de fato a democracia, e também uma oportunidade de ouvir do próprio candidato a posição dele quanto às propostas direcionadas aos homossexuais. Qualquer outro candidato que nos procurar, faremos o mesmo.
Convite do evento ( Reprodução)
Como surgiu a foto, por que decidiu tirar uma foto ao lado dele?
Como anfitrião da noite, uma foto com o candidato é de praxe. Afinal, constituímos a mesa de debate.
Como você está reagindo aos comentários e atos contrários a esta foto?
Me surpreendi e ao mesmo tempo fiquei feliz, pois não imaginava que promovendo este encontro eu fosse descobrir que tantas pessoas estão politicamente engajadas e preparadas para cobrar do(a) nosso(a) futuro(a) prefeito(a), independentemente de quem seja eleito,  ações que envolvam a classe LGBT.  As pessoas estão preocupadas com as propostas dos candidatos, e isso é muito bom. Embora estejamos sofrendo críticas, o nosso objetivo de promover a reflexão está sendo cumprido.
Você sabia das ligações de Russomano com as lideranças da Universal, inimiga histórica dos LGBTs no país? Isto não te deixou ressabiado de realizar este encontro?
Sim, tenho conhecimento pelo que se tem divulgado na mídia e redes sociais. Justamente por isso achei oportuno esclarecer essa e outras questões na presença dele. Afinal, ele foi a um clube gay conversar com gays sobre os direitos dos gays.
Afinal, você apoia ou não Celso Russomano? A suas boates “The Week” e “The Society” tem alguma agenda política?
Até o momento não apoio nenhum dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Não temos agenda política, mas reforço que estamos abertos a todos os candidatos.
***
Como no fatídico recente clique do aperto de mão entre Lula e Maluf, em que a imagem fala mais alto que qualquer palavra, é inevitável perceber uma certa incoerência (e também inocência?) neste abraço. Celso Russomanno é o candidato que parece esconder o que pensa, porque reitera a todo tempo que só quer discutir a cidade – como se o fato do que ele acredita não tivesse menor valor. Ele é o que se diz católico e que seu partido é de base da mesma religião, quando reportagem da Folha mostra sua profunda relação com a Igreja Universal e seus líderes, muitos deles políticos que lutam intensamente contra leis de direitos aos homossexuais. Isto é, existe algo de dissimulado entre o que ele diz e o que realmente é.
Parece louvável que ele vá ao encontro dos homossexuais, mas dentro desta perspectiva de dissimulação parece ser mais um jogo dele. Sim, como Almada disse, ele foi fazer suas propostas sobre a cena gay – algo que parece estar longe de sua agenda verdadeira . Em troca, um abraço. E a imagem do homem que declarou ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo transforma-se com esta foto (que diz mais que mil palavras) em uma prova contrária da homofobia que realmente sustenta sua campanha.
Quem o acusará de homofóbico agora? Ele foi aos gays, abraçou um deles. Ele tem agora mais um álibi em seu arsenal de dissimulações, e a  gente, nem um abraço de verdade.

Homofobia em Itaipú

Casal teria sido agredido com golpes de arma indígena em Itaipu

http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/policia/casal-teria-sido-agredido-com-golpes-de-arma-indigena-em-itaipu

 


Após ingressarem em sítio arqueológico de uma área indígena da Região Oceânica, casal teria sido atacado a golpes de tacape por um suspeito que estaria vivendo no local

Dois homens teriam sido atacados a golpes de tacape (arma indígena) após ingressarem no sítio arqueológico dos Sambaquis, área indígena em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. A violência teria sido tão grande, que o tacape - que continha vários espinhos - teria se quebrado durante a agressão. O crime teria acontecido há cerca de um mês. Uma das vítimas registrou queixa na 81ª DP (Itaipu), mas o caso também é investigado pela Polícia Federal (PF). Segundo alguns índios da aldeia, o crime pode ter sido motivado por homofobia. Eles afirmam que o casal teria ingressado na reserva para namorar.
“Ainda estamos investigando. No momento não podemos afirmar as motivações. No dia da ocorrência a vítima disse apenas que foi agredia por um índio, sem motivos aparentes”, contou o delegado titular da 81ª DP, Gabriel Ferrando, que convocou a vítima para prestar depoimento na próxima segunda-feira.
Com receio da repercussão negativa do incidente, índios da aldeia teriam expulsado o suposto agressor, identificado por eles como Guaraci Lufranci. Eles procuraram ajuda do Conselho Comunitário da Orla da Baía de Niterói (CCOB), que redigiu ofício relatando o incidente à PF e também à Fundação Nacional do Índio (Funai).
“Os índios contaram que depois do crime foram intimidados e ameaçados pelo agressor. Então, resolveram apreender todas as armas que Guaraci mantinha na aldeia – que incluiriam tacapes e machadinhas de diferentes tipos - e ordenaram que ele saísse. Eles afirmam ainda que o agressor não era índio, embora frequentasse a aldeia sob a alegação de que pretendia ajudar a preservar o sítio arqueológico”, relatou o presidente do CCOB, José de Azevedo.
“O acolhemos, mas já o expulsamos”, garante Darci Tupã, que era cacique da aldeia na época da agressão, e que agora teme pela segurança dos índios que vivem no local. “Após aquele ato de violência, quatro homens já apareceram por aqui procurando pelo Guaraci. Acredito que possam estar tentando algum ato de represália”, declarou.
Guaraci, que ontem prestou depoimento na 81ª DP, nega as afirmações contra ele. “Eu não tenho nada contra os gays. Apenas não acho certo as pessoas usarem drogas e fazerem sexo no cemitério dos índios. Não agredi ninguém. Apenas pedi que parassem e me defendi, porque vieram pra cima de mim. Também não ameacei nenhum índio”, defendeu-se.
O delegado Hylton Coelho, da PF de Niterói, informou que Guaraci também foi ouvido pelos agentes federais, mas deve ser chamado novamente para depor. 
Representantes do movimento gay já se mostraram indignados com a possibilidade de motivação homofóbica no incidente. “Hoje temos na cidade um centro de referência para atender estes casos, mas precisamos dar mais mobilidade a ele. É necessário implantar uma linha para que as pessoas denunciem os casos de homofobia. Estamos preparados para dar assistência às vítimas tanto na parte jurídica, como na psicológica”, declarou Denise Barcelos, presidente do Grupo Unidos Niterói.
Procurada, a Funai não se manifestou até o fechamento desta edição.

Minuto Lumière - PARTICIPE

 
 
Convida:
a população LGBTTQIAS – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersex, Assexuados, Simpatizantes e os de “opção sexual diferenciada”.
 
minuto Lumière

A convocatória  minuto Lumière*, tem como finalidade uma produção audiovisual. Dentro da  forma de filmar dos Irmãos Lumière, que consiste na  elaboração e na realização de filmes de 1 minuto, realizado com a câmera fixa num tripé, em um plano contínuo, sem segundo take e sem alteração da regulagem da câmera (foco, diafragma, obturador ou zoom) O tema a ser desenvolvido, o ato de filmar é o que abrange/permeia as questões do HIV/AIDS. Toda e qualquer licença poetica poderá estar como narrativa filmica.
  • Não haverá critério de seleção, é por ordem de inscrição obedecendo o limite de no máximo 13 filmes.
  • As criações podem ser individuais, ou em co-autorias.
  • É de responsabilidade do idealizador a escolha do set de filmagem, escolha de cenário, figurino, luz, enquadramento da camêra e o que + for de necessário.
  • Os filmes serão mudos
  • Nas  filmagens em que houver  atores e/ou atrizes envolvidos deverão assinar um termo de autorização de imagem.
  • O autor e/ou co-autores deverão assinar um termo de autorização do uso do seu filme sem fins lucrativos pelo coletivo Os Fanchonos
  • As filmagens acontecerão na primeira quinzena de outubro com agendamento prévio em comum acordo.
  • Todas as filmagens serão com a mesma camêra e o mesmo tripé.
  • Cada minuto Lumière terá aproximadamente 1h:30min para a realização das filmagens.
  • Ao coletivo cabe estar na hora marcada com a camêra e o tripe.
  • A edição ficará  a cargo do coletivo.
Os/As interessados/as devem entrar em contato pelo e-mail fanchonos_coletivo@terra.com.br para outras informações que se faça necessário e para solicitar o  a ficha de inscrição
A nossa proposta é estarmos apresentando os filmes num espaço publico ainda a ser definido no dia 1º de Dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.,juntamente com uma campanha de prevenção  e com um/a DJ fazendo do seu set a trilha sonora dos filmes ao vivo como nos tempos do cinema mudo. E quem sabe acabar numa grande festa.
E Viva a Vida!
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*Alain Bergala e Nathalie Bourgeois  idealizaram os Minutos Lumière como atividades pedagógicas da Cinémathèque française.

Manifestantes LGBT protestam contra apoio de empresário a Russomanno

http://asridiculas2.blogspot.com.br/2012/09/manifestantes-lgbt-protestam-contra.html

Coletivo realiza ato hoje (22) à noite em frente à casa noturna gay The Society, que na semana passada sediou evento a favor do candidato do PRB, que contou até com a presença de pastor líder da Igreja Universal.

Neste sábado (22), às 22h, militantes LGBT protestam em frente à casa noturna The Society, um dos principais estabelecimentos voltados para o segmento, localizado na região central conhecida como “Baixo Augusta”. Convocado por um grupo intitulado como Comissão Suprapartidária LGBT, o ato ocorre em repúdio ao suposto apoio do empresário André Almada à candidatura majoritária da coligação “Por uma nova São Paulo”, encabeçada pelo PRB, tendo Celso Russomanno como postulante à prefeitura.

No último dia 14, Almada – que é o proprietário do Grupo The Week, do qual integra a The Society – promoveu no local um evento fechado em apoio à candidatura de Russomanno, reunindo diversos empresários do setor GLS, estilistas e lideranças políticas que compõe a chapa, como o candidato a vice Flávio D’Urso (PTB), o deputado estadual Campos Machado (PTB) e o presidente nacional do PRB e coordenador da campanha, Marcos Pereira.

O fato só veio à tona nesta quinta-quinta (20), quando imagens do evento postadas no perfil de Campos Machado circularam Facebook. Nas fotos, Almada aparece abraçado com o candidato, sentado ao lado dele e das demais personalidades no palco e também fazendo a fala de abertura.


Contradições

Um empresário apoiar determinado candidato não causaria tamanha repercussão nas redes, exceto pelo detalhe de que o PRB é notoriamente reconhecido como braço político da Igreja Universal do Reino de Deus e forte opositor dos avanços legislativos que visam garantir a cidadania e equiparação de direitos da população LGBT. O próprio Marcos Pereira é pastor licenciado da Igreja e, por diversas vezes, foi responsável por propagar discursos homofóbicos, assim como mentiras a respeito do Projeto Escola Sem Homofobia – alcunhado de forma pejorativa como “kit gay” – em seu blog pessoal.

Os manifestantes ressaltam que Russomanno, através da mídia, também já se posicionou contrário as principais reivindicações do movimento LGBT nacional, como a criminalização da homofobia e a aprovação do casamento igualitário para pessoas do mesmo sexo.

Diante das diversas reações negativas, o Grupo The Week divulgou uma nota na qual esclarece que Almada é filiado ao PTB e defende que o espaço foi aberto para que “o candidato se apresentasse à classe (sic) LGBT”. “Além disto, sua visita a um clube gay, com a presença de personalidades e empresários do meio, inclusive o próprio Almada, mostra o comprometimento do candidato com o público, caso seja eleito”, prossegue o comunicado.

Porém, chama a atenção o fato de que, em vez de procurar diálogo com o movimento LGBT ou entidades representativas para a apresentação de suas propostas, o candidato líder nas pesquisas de intenção de voto sai na contramão e escolhe justamente um seleto grupo do setor privado. Soma-se a isso que tanto a figura física quanto a jurídica de André Almada esteve identificada com o ativismo pela causa, se não bastasse, por diversas vezes usou de sua influência econômica e social para difamar e boicotar grupos de militância, incluindo a própria Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), a fim de favorecer seus interesses pessoais (conforme pode ser conferido na matéria “Arco-Íris de intrigas”, publicada na revista Veja São Paulo em 13 de junho de 2012).


Mobilização

Juntamente com a convocação para a manifestação, está sendo divulgada uma petição online e uma carta aberta direcionada ao empresário, exigindo esclarecimentos sobre o que foi tradado na reunião, tendo em vista que o próprio Almada a descreveu como sendo de interesse geral da população LGBT. “André Almada, empresário do ramo de Entretenimento voltado ao Público LGBTT declara apoio a Celso Russomano, candidato notoriamente homofóbico e afilhado de Maluf e Edir Macedo”, alerta trecho do documento, que pode ser conferido na íntegra aqui: http://migre.me/aOo4A.


A Comissão Suprapartidária LGBT é composta por integrantes dos setoriais e simpatizantes de diversos partidos – como PMDB, PSDB, PSOL e PT, entre outros – além de integrantes do movimento organizado, ativistas independentes e conta com o apoio da APOGLBT.

A The Society fica na Rua Marquês de Paranaguá, 329 – esquina com a Rua Augusta, na altura do número 353. Os manifestantes recomendam que os demais participantes levem, se possível, cartazes e faixas com palavras de ordem contra a homofobia e em defesa da laicidade do Estado. Mais informações podem ser conferidas na página do evento no Facebook:https://www.facebook.com/events/104832309674296/.


SERVIÇO

Manifestação em repúdio ao apoio do Grupo The Week ao Celso Russomanno

Sábado, 22 de setembro, às 22h
Em frente à casa noturna The Society (Rua Marquês de Paranaguá, 329,Consolação)
Mais informações no página do evento no Facebook:https://www.facebook.com/events/104832309674296/.


Atendimento à imprensa,

Justiça autoriza primeiro casamento homoafetivo do Espírito Santo

O matrimônio havia sido aprovado no dia 3 de agosto, mas foi suspenso.
Casal de Colatina diz que fingiu briga para superar crise familiar e ser feliz.

Ediana e Kamila já podem casar no Espírito Santo (Foto: Arquivo Pessoal / Ediana Calixto) 
Ediana e Kamila já podem casar no Espírito Santo
(Foto: Arquivo Pessoal / Ediana Calixto)
O primeiro casamento civil do Espírito Santo foi autorizado pelo Tribunal de Justiça do estado nesta quinta-feira (20). As capixabas Ediana Calixto, de 23 anos, e Kamila Roccon, de 20 anos, que moram em Colatina, na região Centro-Oeste, já podem marcar a data do casamento. O matrimônio havia sido aprovado no dia 3 de agosto, mas foi suspenso por que o Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) recorreu da decisão ao entender que o registro da união não competia a Vara da Fazenda Pública, mas, sim, a Vara da Família.
Ediana informou ao G1, em entrevista por telefone, que ainda não tem data definida para o casamento, mas quer se casar com Kamila ainda em 2012. “Estamos muito felizes com a decisão. Enfim, vamos ficar mais juntas do que nunca. A primeira coisa que fiz, ao saber, foi ligar para minha avó, que comemorou muito pela minha felicidade”, disse aos risos.
Por não ser uma união entre um homem e uma mulher, a jovem disse que ela e a companheira enfrentam muitos preconceitos, principalmente da própria família. Durante o tempo em que o casamento ficou suspenso pela Justiça, as namoradas fingiram estar separadas. “Era muita cobrança, principalmente para Kamila. Os pais dela não querem que fiquemos juntas. Quando o casamento foi barrado pela Justiça, eles disseram para ela esquecer a história, esquecer da gente. Durante umas três semanas, fingimos que estávamos brigadas, que tínhamos terminado tudo. Certa vez, a gente estava no quarto e a tia dela chegou do nada, eu precisei pular a janela e me esconder”, contou Ediana.
Onde houver afeto entre duas pessoas, respeito e solidariedade haverá união tutelada pelo direito"
Salomão Akhnaton,
juíz que autorizou o casamento
União
Ediana e Kamila estão juntas desde maio de 2011. Elas se conheceram na cidade de Baixo Guandu, na região Centro-Oeste do estado. “Conheci Kamila em um restaurante. Ela ficou me olhando muito e achei diferente. Começamos a nos falar pela internet e o namoro foi a consequência. Ela me faz muito feliz e queremos ficar juntas para sempre”, contou Ediana.
Kamila Roccon trabalha em um frigorífico em Colatina, já Ediana está desempregada. Anteriormente, o casamento estava marcado para o dia 16 de agosto e as duas já haviam feito o 'chá de panela', ganhado roupas e dia de salão, mas tudo foi cancelado às vésperas da data marcada. “Mesmo sem condições, vamos realizar nossa união sim. Precisamos pensar com calma como será, já que estou desempregada. O mais importante é que a Justiça nos liberou”, disse Ediana.

Decisão
O juiz Salomão Akhnaton Zoroastro Spencer Elesbon, da 1ª Vara da Família de Colatina, foi quem autorizou o casamento entre as jovens. A celebração da cerimônia civil e expedição da certidão de casamento homoafetivo serão feitas pelo Cartório de Registro Civil de Colatina, ainda sem data definida. “Os enlaces familiares de qualquer espécie, desde que pautados na afetividade, estabilidade e ostensividade, estão sob as regras do Direito de Família. Sendo assim, onde houver afeto entre duas pessoas, respeito, solidariedade, comunhão de vida, ética familiar, ostensividade e intenção de constituir família, haverá uma união familiar tutelada pelo direito”, defendeu Salomão Akhnaton.

Diferença entre união estável e casamento civilHá pouco mais de um ano, no dia 10 de setembro de 2011, aconteceu a primeira união homoafetiva no Espírito Santo e envolveu um policial militar. De acordo com o TJ-ES, no caso das meninas, se trata de um casamento civil diferente da união estável.
De acordo com a juíza Janete Pantaleão, a união estável acontece independente dos sexos, mas para garantir benefícios como plano de saúde e registro de filhos é necessário recorrer à Justiça. “Já o casamento civil é um documento oficial que garante todos os direitos perante a sociedade”, explicou Pantaleão.

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Chá de panela de Ediana e Kamila aconteceu em agosto, no Espírito Santo. (Foto: Arquivo Pessoal / Ediana Calixto) 
Chá de panela de Ediana e Kamila aconteceu em agosto, no Espírito Santo. (Foto: Arquivo Pessoal / Ediana Calixto)
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"AIDS é câncer gay", diz deputado-pastor Marcos Feliciano


"AIDS é câncer gay", diz deputado-pastor Marcos Feliciano
Parece que o deputado-pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) ainda não se "curou" de sua obsessão pelos homossexuais. Depois de escrever que estaríamos armando uma "ditadura gay" no País e gostaríamos de expulsar Deus do Brasil e de ajudar a promover uma audiência pública sobre a "cura" da homossexualidade, Feliciano voltou à baila, dessa vez para ecoar os anos 80 e chamar a AIDS de "câncer gay" - e responsabilizar os homossexuais pela doença.

A ultrajante acusação se deu durante discurso proferido durante o congresso dos Gideões Missionários. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (20) em um artigo do deputado gay Jean Wyllys (PSOL-RJ) para o site Brasil247.

Para Wyllys, a "doentia obsessão" de Feliciano mostra "o nível de ódio que o discurso dos fundamentalistas religiosos vem atingindo e o perigo que eles podem representar para a nossa democracia se os poderes públicos (executivo, legislativo e judiciário) não tomarem as devidas providências".

Sem papas na língua - ou nos dedos -, o deputado do PSOL retratou com palavras duras a participação do Pr. Feliciano no citado congresso: "Como um psicótico em surto, com direito a lágrimas em momentos estratégicos e trilha sonora caótica que evoca urgência e dramaticidade [...], o discurso de Feliciano seria de apavorar qualquer pessoa que não seja de coragem. Com seu proselitismo hipócrita, ele tem, como única missão - em seu discurso assim como na Câmara dos Deputados - atacar as religiões minoritárias e a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT)".

Wyllys também argumenta que o parlamentar evangélico suprime informações sobre a AIDS, como a mudança no perfil dos infectados: "Desde o surgimento da AIDS na década de 80, o perfil dos infectados se modificou drasticamente, há muito tempo deixando de ser uma doença restrita aos LGBTs e passando a atingir cada vez mais jovens, mulheres e idosos heterossexuais. As mulheres respondem por 48% das novas infecções e os jovens com idades variando entre 15 e 24 anos, por 42%. Somente entre 2000 e 2010, o percentual de pessoas com mais de 60 anos infectadas, subiu 150%", escreveu.

A manifestação de Wyllys gerou uma resposta de Marcos Feliciano em sua conta no Twitter. "A sexualidade libertina, como forma de expressão, pode gerar DST/Aids e alguns militantes pregam essa liberdade essa é minha indignação", escreveu o evangélico. "AIDS: A doença apareceu desde 1977 em homossexuais por transmissão sexual, depois através de usuários de drogas e se espalhou pelo mundo", continua Feliciano. "A história da AIDS começou sim com homossexuais, isto é fato e ninguém pode negar é história e ponto final. Hoje independente da história é caso de saúde pública, portanto de todos nós, e pode contaminar a todos. AIDS é um câncer social", finalizou.

Questão histórica
Da parte deste repórter que vos escreve, deve-se dizer que talvez falte clareza histórica ao deputado-pastor Marcos Feliciano e, por isso, cabem alguns esclarecimentos:
1. Em primeiro lugar, não é verdade que a AIDS apareceu em 1977. O caso de positividade para o HIV mais antigo conhecido é de 1959, de um homem da cidade de Kinshasa, na hoje República Democrática do Congo. Outra amostra bastante antiga é de uma mulher da mesma cidade, morta em 1960. A teoria mais aceita é que a origem do HIV é o SIV - vírus da imunodeficiência símia -, que migrou de dois grupos de chimpanzés - um resultou no HIV-1 e outro no HIV-2 - para os seres humanos e sofreu mutação, segundo estudo publicado em 2008 na revista Nature.
2. O mesmo estudo apontou que o vírus começou a se espalhar pelo continente africano durante os anos 60 - mas o HIV seria bem mais antigo que isso. A pesquisa sobre as duas amostras mais antigas do vírus, de 1960 e 1959, indicou que elas provieram de um mesmo hospedeiro humano, que teria vivido entre 1884 e 1924. O HIV teria, muito provavelmente, surgido em 1908 - contando, portanto, com mais de 100 anos de existência. Embora seja uma "teoria da conspiração" bastante conhecida, o contato do SIV com o organismo humano na África que originou o HIV não se deu por sexo entre humanos e chimpanzés, mas provavelmente por um hábito bastante disseminado na região, que é o de caçar e comer carne de símios. Posteriormente, fatores histórico-culturais desencadearam a epidemia africana via contato sexual e/ou por uso de drogas.
3. Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, também foi traçada a rota do HIV: depois de ter nascido na África no começo do século 20 e se espalhado pelo continente em meados dos anos 60, chegou ao Haiti por volta de 1966, provavelmente trazido nos organismos de trabalhadores haitianos contratados pela atual República Democrática do Congo. Do Haiti, passou para os Estados Unidos, provavelmente em torno de 1969, por meio de um único portador.
4. Uma vez nos Estados Unidos, o vírus se espalhou em território americano e daí para o mundo. Em 1981, foram diagnosticados os primeiros casos a partir de um surto de sarcoma de Kaposi - e a comunidade gay e de usuário de drogas foram as primeiras impactadas. A nova doença recebeu por isso o nome de GRID - gay-related immune deficiency (ou imunodeficiência relacionada aos gays). Na sequência, como todos sabemos, houve a descoberta do causador da nova doença em 1983 (o HIV), esta foi rebatizada como AIDS e, progressivamente, houve a expansão da pandemia para outros grupos populacionais.
5. No entanto, conforme indicam as mudanças nos perfis de atingidos pela AIDS informadas por Jean Wyllys, mas também seu próprio histórico como relatado em 1, 2, 3 e 4, mesmo considerando o alto impacto que a pandemia teve - e ainda tem - na comunidade homossexual, o vírus não apenas não escolhe orientação sexual para ser transmitido, como dizer que a AIDS é "responsabilidade dos homossexuais" é uma incorreção histórica. A AIDS é uma zoonose, como tantas outras que a humanidade conheceu - impossíveis de serem totalmente evitadas, dado nosso contato com animais e o consumo de carne - que surgiu casualmente e por infelicidade. Seu causador, o HIV, calhou de ser transmitido por via sexual, assim como outros vírus são transmitidos pelo toque ou pelo ar.
Conclusão
Resumindo, portanto, AIDS não é "câncer" de ninguém, não é "culpa" de ninguém e nem tem relação íntima com "libertinagem" ou "promiscuidade", uma vez que também não é o número de vezes que se pratica o sexo que define quem poderá ter HIV ou não.

Embora se saiba que a redução de parceiros contribua para diminuir o risco de adquirir o HIV, isso se dá por um motivo simples: reduzem-se as chances pelas quais o vírus pode adentrar o organismo, uma vez que a principal via é a sexual, da mesma forma que estar em um lugar arejado reduz as chances de pegar tuberculose. O uso da camisinha aí se insere, uma vez que ela evita a infecção por impedir o contato com fluidos sexuais.

Não deriva daí, porém, que haja "condenação" em transar com muitas pessoas ou várias vezes, já que basta apenas uma para que o vírus se instale. A questão, portanto, é meramente estatística - e não moral.

Finalmente, é preciso considerar que os soropositivos são pessoas plenas de direito e respeito, que não estão sendo "punidas" por qualquer comportamento. Apenas encontraram o vírus em determinado momento de suas vidas. Discursos como o de Marcos Feliciano não apenas atacam os gays, mas também essas pessoas, que não precisam que ninguém torne suas vidas mais difíceis.
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Gays são nojentos. A maioria deles tem AIDS", diz Paris Hilton

 
 
 "Gays são nojentos. A maioria deles tem AIDS", diz Paris Hilton
Bafão envolvendo Paris Hilton. De acordo com o site TMZ, um taxista gravou uma conversa que Paris teve com um amigo ao telefone enquanto andava no seu táxi em Nova York.
Durante o papo, Paris disse: "Os gays são as pessoas mais taradas do mundo... eles são nojentos. A maioria deles tem AIDS. Eu teria medo se fosse gay... você iria gostar de morrer de AIDS?!".
Após a gravação cair na mídia e, obviamente, gerar muita confusão, os empresários da patricinha emitiram uma nota para justificar o que Paris disse.
"Os comentários de Paris Hilton foram para expressar que é perigoso para qualquer um fazer sexo sem proteção. A conversa começou depois que um amigo gay bem próximo de Paris contou para ela num táxi uma história sobre um gay que tinha AIDS e continuava a fazer sexo sem proteção. Eles também discutiram sobre um site que incentiva os gays a fazerem sexo casual , sem se protegerem, com estranhos. Seus comentários foram com relação a essas pessoas, que se promovem no site. O taxista que gravou a conversa, forneceu apenas uma parte dela. Não foi sua intenção fazer qualquer comentário depreciativo sobre todos os gays. Paris Hilton é uma grande apoiadora da comunidade gay e nunca faria qualquer declaração negativa sobre a orientação sexual de alguém".
Mas que ela generalizou no comentário, generalizou!

Câmara adia honraria a Silas Malafaia após proposto de LGBTs

A Câmara Municipal de Salvador decidiu adiar a entrega do título de cidadão soteropolitano ao pastor da Igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, prevista para acontecer no próximo dia 27. A decisão foi tomada após a manifestação da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) da cidade, que acusa o religioso de homofóbico.



Na semana passada, o Fórum Baiano LGBT) enviou um ofício à Câmara repudiando a honraria por considerar que Malafaia é um “inimigo da causa gay”. O documento foi direcionado ao presidente Pedro Godinho (PMDB) e é assinado em nome de mais de 70 entidades de direitos humanos e de defesa da liberdade de orientação sexual e identidade de gênero.

Através da internet, o grupo baiano ainda mobilizava os usuários do Facebook e do Twitter para tumultuar a cerimônia de titulação e, assim, tentar impedir que o certificado fosse entregue. A nova data da vinda do pastor ainda não foi divulgada.

A honraria concedida ao pastor é uma proposta do vereador Heber Santana (PSC), que é membro da Igreja Batista Missionária da Independência e integra a bancada evangélica da Câmara.

De Salvador,
Erikson Walla

1º travesti eleito no país é tema de documentário no Festival de Brasília

Kátia Tapety foi a vereadora mais votada de Colônia (PI) por três vezes.
Quando criança, os pais a impediram de sair de casa e frequentar escola.

Jamila TavaresDo G1 DF
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Cena de 'Kátia', que está no 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Foto: Reprodução / Divulgação)Cena de 'Kátia', que está no 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Foto: Reprodução / Divulgação)
Não deixa de ser curioso o fato de que o primeiro travesti eleito para um cargo político no Brasil nasceu, foi criado e fez carreira em Colônia, cidadezinha com cerca de oito mil habitantes no sertão piauiense. Kátia Tapety, que nasceu José Nogueira Tapety Sobrinho, é a protagonista do documentário “Kátia”, que será exibido nesta quarta-feira (19) na mostra competitiva do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Integrante de uma tradicional família de políticos do Piauí, Kátia foi proibida de sair de casa durante a infância e parte da adolescência. Ela foi a única de nove filhos que não recebeu educação formal e apanhava até quando ia com a mãe para a igreja. Para a diretora Karla Holanda, esse período de reclusão foi fundamental na formação de Kátia.
“Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o respeito, a dignidade que ela conquistou, especialmente vindo de um lugar inesperado, o sertão do Piauí. O mérito todo está na Kátia, no jeito que ela se faz respeitar. Acho que ela conseguiu criar estratégias para sobreviver”, opina Karla.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o respeito, a dignidade que ela conquistou, especialmente vindo de um lugar inesperado, o sertão do Piauí. O mérito todo está na Kátia, no jeito que ela se faz respeitar"
Karla Holanda, diretora de 'Kátia'
Com a morte do pai, Kátia se libertou. Ela casou e adotou três filhos, um dos quais morreu há cerca de quatro anos. Em 1992, se candidatou pela primeira vez ao cargo de vereadora. Não só ganhou, como foi a mais bem votada de Colônia do Piauí – feito que repetiu nas eleições de 1996 e de 2000.
Piauiense radicada no Rio de Janeiro, a diretora conheceu Kátia em 2008, por meio de notícias em jornais e na internet, e diz que logo se interessou pela personagem.
De acordo com Karla, o objetivo do filme nunca foi fazer uma biografia de Kátia, mas sim mostrar a força da mulher que antes era homem.
“No início, o que me chamou a atenção foi isso dela ser a primeira travesti eleita para um cargo político, mas isso logo ficou em segundo plano. E percebi que me chamava muito a atenção a forma como ela se fez respeitar (...) Ela tem uma riqueza muito grande e lida com o mundo de uma forma muito dela, muito prática, sem rodeios.”
A diretora afirma que, apesar do estigma de ser a primeira travesti com carreira política do país, Kátia nunca ficou reconhecida por defender apenas projetos voltados para o público LGBT.
Atualmente, Kátia está separada do companheiro com quem viveu por quase 20 anos. Ela, que também já foi vice-prefeita de Colônia do Piauí, não concorre a nenhum cargo nas eleições deste ano, mas vai acompanhar a sessão desta quarta no Festival de Brasília.

“A política para a Kátia não precisa nem de cargo, ela faz política o tempo inteiro. Uma política mais assistencialista, porque as necessidades [ da população de Colônia do Piauí] são tão elementares que podem ser resolvidas com um tipo de ajuda mais simples, como levar uma pessoa ao médico, agendar uma consulta, ajudar um casal a tirar a certidão de nascimento do filho ou questões de transporte, que é muito ruim, falho e caro para população que vive da agricultura no sertão.”
O curta “A cidade”, de Liliana Sulzbach, também será exibido nesta quarta pela mostra competitiva de documentários do festival. A sessão começa às 19h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. O ingresso custa R$ 6, a inteira.
Com entrada gratuita, os filmes serão exibidos simultaneamente no Teatro Newton Rossi, no Sesc de Ceilândia; no Teatro de Sobradinho; no Teatro Paulo Autran, no Sesc Taguatinga e no teatro do Sesc do Gama.
 

ABIA seleciona coordenador para a instituição



A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) procura pessoas interessadas na vaga da Coordenação Geral da Instituição.
Os interessados/as devem ter experiência significativa em gestão organizacional, liderança e contar com trajetória em advocacy e ativismo na resposta à epidemia de aids para trabalhar com o conselho de curadores da ABIA e supervisionar o cotidiano das atividades da instituição.
Ter pós-graduação em saúde pública ou ciências sociais não é uma exigência, mas é positivo assim como experiência anterior com ONGs /Aids.
Para mais informações sobre a ABIA e as funções da Coordenação Geral, clique aqui.

As inscrições serão aceitas a partir de 05 de setembro de 2012 e devem ser enviadas até 30 de setembro para: coordgeral@abiaids.org.br 
As candidaturas deverão incluir uma carta de apresentação indicando o interesse na posição e detalhando as qualificações relevantes, bem como um Currículo vitae completo.

Desaparecido em Arembepe

Paulo Cesar Oliveira  desapareceu en Arembepe aproximadamente no dia 29 de julho de 2012, não tinha problemas mentais nem de saude. Morava sozinho e estava sen nenhum relacionamento.. Estamos sem a minima pista. Qualquer informação, favor divulgar e compartilhar

Grupo Transrevolução - Travestis e transexuais em ação


Garotinho tenta opor gays a evangélicos no Rio

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/garotinho-tenta-opor-gays-e-evangelicos-no-rio

Ex-governador põe a religião na campanha e acusa prefeito do Rio de “fingimento” por defender passeata LGBT e, ao mesmo tempo, fazer campanha com fieis. Tiro saiu pela culatra: coordenador de Rodrigo Maia abandona a equipe

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro
Evangélicos se reúnem na praia de Botafogo, no Rio.
Evangélicos se reúnem na praia de Botafogo, no Rio. 

“O Rio é uma cidade diversa. Tenho desprezo por quem tem ódio. Tenho horror a esses ódios. A pessoa pode ter a religião dela, ser evangélico, crente, orar o dia inteiro, e o outro pode ser gay. O que um tem a ver com a vida do outro? Sou a favor da liberdade, da diversidade”, afirmou Eduardo Paes
Anthony Garotinho demorou. Mas ‘abalou’. Pai da candidata a vice na chapa DEM-PR que disputa a prefeitura do Rio, o ex-governador deu o ar da graça na sexta-feira, no horário eleitoral gratuito da TV, pedindo votos para Rodrigo Maia e Clarissa. Numa tentativa de movimentar uma candidatura que ainda patina em 4%, Garotinho recorreu a um tema que promete fazer barulho, opondo os eleitores evangélicos e os homossexuais. “O prefeito vai à passeata gay, apoia a formação da família gay, usa dinheiro público vendendo o Rio como capital mundial do turismo gay e, depois, vai às igrejas evangélicas e diz ‘Glória a Deus, Aleluia’. Isso é fingimento e hipocrisia. A quem Eduardo Paes quer enganar? Ele quer enganar ao eleitor”, disse Garotinho na TV.
O abalo, por enquanto, foi mais forte dentro da própria candidatura. O discurso de Garotinho na sexta-feira pegou mal: fez com que o coordenador do programa de governo de Rodrigo Maia, Marcelo Garcia, abandonasse a campanha. Garcia, ex-secretário de Assistência Social da administração Cesar Maia, chamou de "oportunismo político" o conteúdo da aparição do ex-governador e lembrou que, na gestão de Cesar, a parada gay era apoiada. Em carta a Garotinho, Garcia explicou o porquê de largar a campanha: "Na última sexta feira, ficou claro que nós dois sempre seremos de lados opostos nesta vida. Eu acredito na igualdade e no direito universal das pessoas de serem respeitadas. O senhor não acredita numa vida de igualdade. O senhor deixa claro que tem outra posição sobre gays, lésbicas, travestis e transexuais", escreveu, expondo a dificuldade de conciliar correntes políticas antagônicas. Garotinho e Cesar Maia, enquanto estiveram no poder, viviam às turras.
Garotinho é um comunicador experiente. E viu na postura de Eduardo Paes um flanco aberto para ataques. O objetivo é criar no eleitor evangélico uma espécie de aversão ao candidato à reeleição. Ou seja: se Paes defende os gays, deve ser necessariamente ruim para os evangélicos. O problema, para Garotinho, é que como o prefeito também apoiou eventos como a Marcha para Jesus, tem a seu lado alguns dos líderes de igrejas evangélicas.
Cecíilia Ritto
Famílias Garotinho e Maia se unem na corrida à prefeitura do Rio
Famílias Garotinho e Maia se unem na corrida à prefeitura do Rio
A estratégia mira nos votos da zona norte da cidade. A sobreposição dos mapas eleitorais feita pelo cientista político da PUC-Rio Cesar Romero Jacob mostra que, dividindo-se o Rio ao meio, a parte norte é onde reside a maioria dos evangélicos. Sobretudo nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz e Bangu, todos na zona oeste, a concentração de pentecostais é grande. A cidade do Rio tem 23,3% de evangélicos, percentual maior do que a média nacional, de 22,2%, segundo o Censo de 2010. A estratégia de aliar dois figurões da política do Rio – Cesar Maia e Antony Garotinho – foi agregar votos da metade sul e da metade norte, respectivamente.
Os pais tentam transferir votos. Mas também trouxeram um problema e tanto: Rodrigo Maia tem, segundo o Datafolha, rejeição de 42% - é o campeão nesse quesito no Rio. O chamado aos evangélicos feito por Garotinho é uma faca de dois gumes. Entre os aliados reunidos por Paes estão líderes de peso, como o pastor Silas Malafaia. Ao mesmo tempo, o peemedebista tem apoio do movimento gay, pelo incentivo dado pela prefeitura às passeatas LGBT.
Dias antes de Garotinho aparecer na televisão apontando o dedo para as políticas para os gays e evangélicos da atual gestão, o prefeito Eduardo Paes deu entrevista ao site de VEJA e defendeu um governo amplo. “O Rio é uma cidade diversa. Tenho desprezo por quem tem ódio. Tenho horror a esses ódios. A pessoa pode ter a religião dela, ser evangélico, crente, orar o dia inteiro, e o outro pode ser gay. O que um tem a ver com a vida do outro? Sou a favor da liberdade, da diversidade”, disse Paes.
A declaração de Garotinho já rendeu problemas para Rodrigo Maia. Na entrevista ao RJTV, da Rede Globo, nesta segunda, o candidato afirmou que o objetivo de Garotinho era mostrar a “hipocrisia” de Paes. Mas reafirmou o caráter ‘conservador’ do DEM. Para o cientista político Cesar Romero Jacob, da PUC-Rio, a entrada de Garotinho na campanha alimentando uma oposição entre gays e evangélicos visa a ‘roubar’ votos de Paes. “Parece que a fala do Garotinho foi uma tentativa de levar os pastores pentecostais que apoiam Paes para o lado do Rodrigo Maia. Na contramão disso, perde votos na metade sul, que é mais liberal. Há um tempo, Paes conseguiu contentar católicos, evangélicos e gays. Ele está comprometido com a Jornada Mundial da Juventude (maior evento católico do mundo), apoiou a Marcha para Jesus (evangélica) e deu suporte à parada LGBT. O Paes não entrou em bola dividida”, explica Jacob.

Voto evangélico – O discurso meramente voltado para os pentecostais não ajudou candidatos que concorreram a cargos majoritários. No Rio, Marcelo Crivella, atual ministro da Pesca, tentou ser prefeito em 2004 e 2008 baseado na rede de igrejas evangélicas. Nunca conseguiu vencer. Ele teve bom desempenho em bairros da zona oeste pobre e na zona da Leopoldina. Nos locais nos quais o Rio é mais católico, a votação de Crivella foi pífia. “Há muitas cidades dentro da cidade. Precisa ter o mínimo de rejeição possível”, explica Jacob. Garotinho também concorreu à Presidência, em 2002, e concentrou a campanha nos evangélicos. O resultado foi uma baixa votação entre os fieis de outras religiões.

ESCONDERAM-VOS NA ESCOLA

Têtu – setembro 2012 – página 100
ESCONDERAM-VOS NA ESCOLA
BUCKINGHAM, AMANTE DE DOIS REIS, PAI E FILHO (1)
Por MICHEL LARIVIÈRE
Proclamado rei da Escócia em 1567 com a idade de um ano por nobres revoltados contra sua mãe Maria Stuart, Jacques VI vive sua infância sob a copa de diversos regentes. Inteligente, ele se beneficia de uma brilhante educação humanista graças a George Buchanan, que tinha sido o professor de latim de Montaigne. Jacques jamais teve amantes, é para os rapazes que ele volta seus desejos. Desde sua adolescência ele manifesta uma suave amizade por Patrick Gray e por Alexandre Lindsay, antes de cair apaixonado por seu primo Esmé Stuart d´Aubigny, que chega da França. Aubigny inicia o jovem rei nos prazeres praticados na corte de Henrique III e vai permanecer longo tempo o favorito titular. Jacques eleva seu amante à dignidade de duque de Lennox.
Mas os condes protestantes reprovam abertamente ao favorito “por governar o rei pela luxúria”. Em agosto de 1582, eles conseguem sequestrar Jacques VI, para aprisiona-lo no castelo de Rutwen. O rei, temendo que assassinem seu amante, cede às exigência dos revoltados: ele aceita que Lennox seja exilado na França onde ele morre no ano seguinte após ter ordenado que seu coração fosse embalsamado e enviado ao rei da Escócia que só tinha 16 anos!
Educado na religião calvinista, Jacques VI da Escócia, após ter habilmente bordejado entre os partidos católico e protestante, deve escolher seu lado. Sem estado d´alma, com a promessa de lhe suceder, ele deixa a rainha Elisabeth I da Inglaterra aprisionar e decapitar sua mãe, Maria Stuart, chefe dos católicos.
Mas o rei deve pensar em assegurar sua sucessão: ele se casa em 1590 com a princesa Ana da Dinamarca. Ele terá três filhos, dos quais Charles I que, em 1625, esposará Henriqueta, irmã de Luiz XIII, e a princesa Elisabeth que, esposando um príncipe alemão, será a base da Casa de Hanover.
Tendo assegurado sua dinastia, o rei se vangloria então sem vergonha: “A rainha é a única mulher com a qual eu deitei!”
Em 1603, Jacques VI da Escócia é recompensado pr ter tomado partido dos protestantes. Ele recolhe a herança da rainha Elisabeth I, sem filhos, e torna-se rei da Inglaterra sob o nome de Jacques I.
Sua homossexualidade é conhecida da Corte, como era o lesbianismo da defunta rainha. “Nós tivemos o rei Elisabeth, agora, nós temos a rainha Jacques!”, dizem os Londrinos.
Esse coroamento reunindo a Grã-Bretanha e a Escócia é um triunfo, pois, além disso, o calvinismo e a Igreja anglicana se reconciliam contra o papa, seu inimigo comum. Mas essa não é a opinião do rei, que, graças a união dos dois reinos, quer impor a seu povo uma única e mesma religião. Erro de julgamento! Ele desagrada os puritanos e atrai o ódio dos católicos, Se bem que eles não representem que uma vintena da população, os “papistas”, como se diz então, tentam em 1605 com a cumplicidade da Espanha um golpe de Estado conhecido sob o nome de “Conjuração das pólvoras”, que visa, por uma gigantesca explosão, matar o rei, todos os lordes e os deputados das Comunas. Uma traição faz descobrir o complô. Os católicos são agora submetidos a leis de exceção, sua religião é interditada, os padres expulsos.
Sua posteridade e seu poder assegurados, o rei não tema mais se mostrar com charmosos efebos que atuam, travestidos, os papéis de mulheres nas peças de Shakespeare e de Marlowe. Como ele se permite beijá-los na boca em público, seus sujeitos podem facilmente adivinhar o que ele faz no privado.
Mas o rei não se contenta com seus amores furtivos, ele precisa de um companheiro para todos os instantes do qual ele possa apreciar a beleza, o espírito e a conversação. Os favoritos titulares se sucedem: John Ramsey, James Ray, promovido a visconde de Doncaster depois conde de Montgomery, Robert Carr, magnífico rapaz que é feito gentleman de Chambre e conselheiro privado em 1612, conde de Somerset em 1613.
Tornando-se o primeiro personagem da Corte, o comportamento insolente de Carr contribui para o declínio da popularidade do rei. Jacques I se cansa desse amante bissexual e o aprisiona com sua esposa na torre de Londres onde o casal morre em 1622.
É chegada a hora de Buckingham... O arcebispo de Cantorbery, conhecendo os gostos do rei e desejando que o novo favorito lhe deva seu lugar, faz de modo com que o belo George Villiers encontre o soberano em 1615 durante um divertimento dado pelos estudantes de Cambridge.
George tem 22 anos, magro, bem grande, as pernas longas e afiladas, ele tem o porte bem formado, uma mão delicada com dedos finos, uma boca sensual com lábios perfeitamente desenhados, um nariz reto, olhos maliciosos e carinhosos. Ele respira saúde, alegria de viver, desejo de ser amado. O coração de Jacques I derrete como neve no sol. O rei, então com idade de 48 anos, cai loucamente apaixonado.
A ascensão do novo favorito é fulgurante: visconde em 1616, conde em 1617, e enfim duque de Buckingham em 1623. O rei tem o hábito de partilhar o poder com o amante titular. Todos os favoritos precedentes tinham recebido responsabilidades políticas, quais quer que fossem suas capacidades. Buckingham é inteligente, mas ele despreza o bem público. Ele sonha sobretudo em se enriquecer e a colocar sua família e seus amigos obtendo títulos e privilégios. Sua mãe o segue na ascensão: condessa em 1618, marquesa em 1619, duquesa em 1623. O jovem príncipe de Galles, Charles, fica primeiramente enciumado pelos privilégios exorbitantes que obtém o favorito de seu pai. Mas Buckingham age com tanta habilidade que consegue logo cercar também o herdeiro do trono... (A ler na Têtu de outubro.)

terça-feira, setembro 18, 2012

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Ex-governador atacou Eduardo Paes por defender políticas para gays e buscar votos em igrejas evangélicas RIO — As críticas do ex-governador Anthony Garotinho (PR) ao apoio do prefeito Eduardo Paes (PMDB) a políticas de defesa dos direitos dos homossexuais levaram o coordenador do programa de governo do deputado Rodrigo Maia (DEM), Marcelo Garcia, a abandonar a campanha à prefeitura do Rio. Garcia escreveu em seu site uma carta aberta a Garotinho, que apareceu no programa de Rodrigo Maia na última sexta-feira. "O senhor tenta usar a insegurança diária da comunidade gay num oportunismo político com o prefeito Eduardo Paes. Na prefeitura Cesar Maia apoiávamos a Parada Gay. Inclusive eu ia dar o beijo de abertura”, afirma Garcia, “Na prefeitura Cesar Maia iniciamos o projeto mais importante no país de proteção a travestis. Na prefeitura Cesar Maia garantimos muitos direitos de gays e lésbicas. Tenho um enorme orgulho de tudo que fiz no governo". Garcia foi secretário de Assistência Social durante a prefeitura de César Maia. Na carta, ele diz ainda que teve grande dificuldade em aceitar o convite para participar da campanha junto com Garotinho. “Quando o deputado Rodrigo Maia me falou da campanha junto com o senhor eu resisti e muito. Acabei aceitando e tentando conviver com as diferenças que são abissais entre o meu mundo e o seu. Na sexta-feira tive certeza de isso é impossível.” A filha de Anthony Garotinho, a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) é candidata a vice na chapa de Rodrigo Maia. Na última sexta-feira, Garotinho usou o horário eleitoral para criticar o apoio de Paes a causas da comunidade gay, ao mesmo tempo que busca aproximação com eleitores evangélicos. "O prefeito vai na passeata gay, apoia a formação da família gay, usa dinheiro público vendendo o Rio como a capital mundial do turismo gay. E depois vai para as igrejas evangélicas e diz: 'Glória a Deus! Aleluia!' Isso é fingimento, hipocrisia. A quem o Eduardo Paes quer enganar? Vale tudo para ganhar voto?", disse Garotinho. Marcelo Garcia argumenta que não pode continuar na campanha, pois o ex-governador “é prioridade”, portanto “quem tem que sair” é ele. Garotinho fala em lavagem cerebral Garotinho se defendeu das críticas em seu blog. “Olha, eu sei que existem pessoas que por conta da lavagem cerebral da mídia acham que eu tenho alguma coisa contra os homossexuais, isso porque quem não vai às paradas gays ou bate palmas é considerado homofóbico. Sim, porque fui eu o primeiro governador do Brasil a criar um Disque-Denúncia Homossexual (DDH) justamente para defendê-los da discriminação e da violência.” Responsável pela idealização do plano de governo de Rodrigo Maia, Marcelo Garcia afirmou ontem que comunicou sua saída da campanha do DEM logo após ver o programa de TV, na noite de sexta-feira. Segundo ele, nos 47 segundos que Garotinho atacou os homossexuais, o deputado descumpriu acordos firmados entre o DEM e o PR para que fosse viabilizada a aliança entre Rodrigo e Clarissa Garotinho. — As reuniões aconteceram na minha casa. Deixei claro que a homofobia não seria tolerada. Ele usou um espaço precioso na TV, que deveria ser utilizado para mostrar propostas para os eleitores, e não para abordar questões que não dizem respeito à campanha. Eu não poderia ter outra atitude, a não ser deixar a campanha. Não quero caminhar em direção à lama para onde Garotinho caminha — disse Garcia, amigo do pai de Rodrigo, o ex-prefeito Cesar Maia. O prefeito Eduardo Paes preferiu não comentar as agressões de Garotinho, assim como a coordenação de campanha de Rodrigo.

http://oglobo.globo.com/pais/coordenador-deixa-campanha-de-rodrigo-maia-apos-criticas-de-garotinho-direitos-homossexuais-6108736#ixzz26pV2aPWX

Ex-governador atacou Eduardo Paes por defender políticas para gays e buscar votos em igrejas evangélicas
RIO — As críticas do ex-governador Anthony Garotinho (PR) ao apoio do prefeito Eduardo Paes (PMDB) a políticas de defesa dos direitos dos homossexuais levaram o coordenador do programa de governo do deputado Rodrigo Maia (DEM), Marcelo Garcia, a abandonar a campanha à prefeitura do Rio. Garcia escreveu em seu site uma carta aberta a Garotinho, que apareceu no programa de Rodrigo Maia na última sexta-feira.
"O senhor tenta usar a insegurança diária da comunidade gay num oportunismo político com o prefeito Eduardo Paes. Na prefeitura Cesar Maia apoiávamos a Parada Gay. Inclusive eu ia dar o beijo de abertura”, afirma Garcia, “Na prefeitura Cesar Maia iniciamos o projeto mais importante no país de proteção a travestis. Na prefeitura Cesar Maia garantimos muitos direitos de gays e lésbicas. Tenho um enorme orgulho de tudo que fiz no governo".

Garcia foi secretário de Assistência Social durante a prefeitura de César Maia. Na carta, ele diz ainda que teve grande dificuldade em aceitar o convite para participar da campanha junto com Garotinho.

“Quando o deputado Rodrigo Maia me falou da campanha junto com o senhor eu resisti e muito. Acabei aceitando e tentando conviver com as diferenças que são abissais entre o meu mundo e o seu. Na sexta-feira tive certeza de isso é impossível.”

A filha de Anthony Garotinho, a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) é candidata a vice na chapa de Rodrigo Maia. Na última sexta-feira, Garotinho usou o horário eleitoral para criticar o apoio de Paes a causas da comunidade gay, ao mesmo tempo que busca aproximação com eleitores evangélicos.

"O prefeito vai na passeata gay, apoia a formação da família gay, usa dinheiro público vendendo o Rio como a capital mundial do turismo gay. E depois vai para as igrejas evangélicas e diz: 'Glória a Deus! Aleluia!' Isso é fingimento, hipocrisia. A quem o Eduardo Paes quer enganar? Vale tudo para ganhar voto?", disse Garotinho.

Marcelo Garcia argumenta que não pode continuar na campanha, pois o ex-governador “é prioridade”, portanto “quem tem que sair” é ele.

Garotinho fala em lavagem cerebral

Garotinho se defendeu das críticas em seu blog. “Olha, eu sei que existem pessoas que por conta da lavagem cerebral da mídia acham que eu tenho alguma coisa contra os homossexuais, isso porque quem não vai às paradas gays ou bate palmas é considerado homofóbico. Sim, porque fui eu o primeiro governador do Brasil a criar um Disque-Denúncia Homossexual (DDH) justamente para defendê-los da discriminação e da violência.”

Transexuais: o drama de homens que nasceram em corpo de mulher

Nascidos em corpo de mulher, eles lutam para se transformar fisicamente e pelo direito de usar o nome masculino na faculdade, no trabalho e na carteira de identidade

Por Mariana Sanches. Fotos Gabriel Rinaldi
Gabriel Rinaldi
O guarda civil Márcio Régis Vascon se formou em Direito. Na colação de grau pode ser chamado pelo nome social
O coração de Márcio Régis Vascon batia acelerado sob a beca preta, em uma noite quente de dezembro passado. Às vésperas de completar 40 anos, faltava a Régis dar apenas alguns passos para realizar um sonho interrompido vinte anos antes. À beira do palco, sob o olhar atento de quase 500 pessoas, no anfiteatro da Universidade Paulista, em Campinas, ele estava prestes a receber o canudo de Bacharel em Direito. As batidas desenfreadas no peito, no entanto, não eram só de alegria. Eram de aflição. Com o rosto forrado de barba, o cabelo cortado rente ao crânio, o rosto anguloso e a voz grossa, nada em Régis fazia lembrar o universo feminino. Mas, ele nasceu mulher. Em seus documentos, até hoje, consta o nome de batismo — Márcia Regina — dado pela mãe. Naquela noite, havia prometido a si mesmo que não subiria ao palco se fosse chamado de Márcia. Acionou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para que tivesse direito de ser chamado por seu nome social. Um ofício determinava que a faculdade o respeitasse. Quando seu nome — Márcio Régis — foi anunciado, todos os colegas levantaram para aplaudi-lo. Ao longo dos cinco anos de curso, Régis não lutou só pelo grau de Bacharel em Direito. Lutou pela própria identidade.
Régis é um homem transexual.­ Diferente da homossexualidade, a transexualidade é descrita pela ­Organização Mundial da Saúde ­como um transtorno de identidade­ de gênero, em que o sexo biológico­ não condiz com a identidade de gênero da pessoa. A condição de Régis é conhecida pela sigla FTM (Female To Male, ou feminino para masculino). É um fenômeno mais raro do que aquele em que alguém nascido homem deseja transformar-se em mulher, caso da modelo brasileira Lea T. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, há uma mulher transexual a cada 30 mil pessoas e apenas um homem transexual a cada 100 mil.
Embora a transexualidade seja um fenômeno mundialmente reconhecido desde a década de 80, o Brasil avançou pouco no respeito aos direitos dos transexuais­. Enquanto a Argentina aprovou, em maio, uma lei que permite que o nome, o gênero e a foto de documentos de identidade sejam modificados por qualquer pessoa maior de 18 anos que não se reconheça no gênero registrado na certidão de nascimento, aqui, essa decisão ainda cabe ao juiz e às suas convicções. Não há marco legal ou jurisprudência em relação ao resultado de processos de troca de nome. As ações chegam a levar três anos, ou mais, para ser julgadas. E, frequentemente, o resultado é negativo. “Infelizmente, há uma influência forte dos preceitos judaico-cristãos no Judiciá­rio, o que tem impedido decisões mais progressistas”, afirma o juiz Roberto Coutinho Borba. Em 2009, em Bagé (RS), o juiz Borba deu uma das raras decisões favoráveis à troca de nome. Uma cabeleireira, conhecida na cidade como Verônica, pôde ter seu nome de registro — Antônio — substituído pelo­ nome feminino. “Ela ainda não tinha sido operada para mudar de sexo e, por isso, os meus colegas não autorizaram a troca­ de nome­. Mas ela já tinha feições femininas­ e sua vida estava completamente parada­ por conta do nome. Ela não conseguia comprovar sua identidade, abrir conta em banco,­ estudar­, porque seus documentos de homem não condiziam com suas características femininas”, afirma Borba. 

“A influência da religião no judiciário impede decisões a favor da troca de nome” Roberto Coutinho Borba, juiz de Direito
EXCLUSÃO Os juízes que optam por não autorizar a troca de nome argumentam que, sem a cirurgia de mudança de sexo, todas as transformações físicas são reversí­veis. Para eles, alterar os documentos nessa condição seria facilitar o crime de falsidade ideológica, em que uma pessoa se faz passar por outra. Na prática, a opção dos juí­zes tem excluído milhares de pessoas de escolas, faculdades, do mercado de trabalho, enfim, da ­cidadania. Isso é especialmente verdade para os homens transexuais.
No caso das mulheres trans, o desejo de se transformar costuma ser mais facilmente satisfeito. Além de usar hormônios femininos e de implantar silicone para dar forma aos seios, elas têm à disposição uma técnica cirúrgica segura para criação de vagina. O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza o procedimento gratuitamente. Em clínicas particulares, a cirurgia de neovagina pode custar até R$ 40.000. Cenário muito diferente é aquele encontrado por homens transexuais. Se, por um lado, 100% deles sonham em ter um pênis funcional e em dimensões normais, por outro, dos cinco entrevistados por esta reportagem, nenhum se disse disposto a fazer uma faloplastia. Esta consiste num conjunto de complicadas interveções cirúrgicas que promete formar um pênis de até dezoito centímetros de comprimento. Primeiro, um tubo de material cirúrgico é implantado no braço do paciente. Durante alguns meses, tecidos e enervações serão formados em torno desse tubo. Uma nova cirurgia será feita para retirá-lo do braço. Os médicos, então, usarão a pele da superfície de uma das coxas do paciente para envolver o tubo. A pele da planta do pé serve para desenhar a glande. Tudo será incorporado à genitália do trans. Embora o Hospital das Clínicas de São Paulo já realize a faloplastia, a técnica é considerada experimental. O pênis criado a partir da cirurgia raramente é capaz de gerar orgasmos, não costuma ficar ereto e, em alguns casos, é rejeitado pelo organismo, levando à necrose de toda a genitália e de parte do sistema urinário. O pós-operatório delicado pode levar à morte.
Diante dos enormes riscos envolvidos e da posição inflexível de alguns juízes, os homens trans se viram num limbo jurídico. A ação da Defensoria Pública começa a desfazer esses nós junto às faculdades e às empresas onde os transexuais estão. É uma maneira de fazer com que eles existam e sejam respeitados em seu cotidiano, entre seus colegas de classe, chefes e subordinados. “Há um decreto estadual em São Paulo que recomenda o uso do nome social em repartições públicas. Com base nele, estamos pedindo a mudança do tratamento dos trans nas faculdades e empresas privadas. Se há resistência, ameaçamos abrir um processo judicial”, afirma a defensora Maíra Diniz. “Não importa se o trans é operado ou não, isso é apenas um detalhe. Mas o nome não é um detalhe. O direito à identidade independe do sexo biológico. Trocar o nome de alguém em documentos não é difícil e não traz insegurança. Se fosse assim, o ex-presidente Lula não poderia ter incluído o apelido no nome de registro.”
PRECONCEITO Foi graças à atuação da Defensoria que Régis teve o reconhecimento público que tanto esperava no dia da sua colação de grau. Expulso de casa pela mãe aos 23 anos, assim que ela descobriu que ele tinha uma namorada, Régis trabalhou como babá e como servente de pedreiro, até passar no concurso para Guarda Civi­l em Campinas, São Paulo. Há seis anos, começou sua transformação física. Com a supervisão de um endocrinologista, passou a tomar uma injeção de testosterona por mês. Uma cirurgia retirou todos os órgãos sexuais femininos de Régis. Conforme a barba­ crescia e a voz engrossava, sua situação piorava entre os colegas de farda. “A convivência era delicada porque a guarda é extremamente machista. Até hoje, é frequente agressões contra travestis”, afirma Régis. “Um dos guardas chegou a me dizer que, se ele fosse Deus, pessoas como eu seriam queimadas na fogueira.” Para testá-lo, os colegas começaram a exigir resultados exemplares nos testes físicos obrigatórios. “Ficavam dizendo que era na corrida que eles queriam­ ver se eu era macho mesmo.” Régis corria mais rápido do que quase todo o pelotão, o que não é exigido de mulheres. Chegou a completar os testes com o pé torcido. “Melhor isso do que aguentar as piadinhas.” Quando pediu aos superiores para que seu nome na farda passasse de Márcia Regina­ para Márcio Régis, a situação se complicou. Ele chegou a sofrer sete processos administrativos ao mesmo tempo. “Eram todos sem motivo. Fui exonerado com a ­justificativa de que eu era incompetente. Mas a guarda nunca conseguiu provar isso e acabei readmitido por mandado judicial”, diz Régis, que nunca quis deixar a farda. Reincorporado ao trabalho, em vez de Regina, passou a sustentar Vascon, seu sobrenome, na farda. Ainda assim, o comando nunca permitiu que ele usasse o banheiro masculino em vez do feminino. “Eu ia na cara de pau mesmo.”

Embaixador americano assassinado na líbia era homossexual

MATÉRIA TENDENCIOSAmente cristã,  MAS foi a primeira referencia que encontrei que o embaixador era gay. Haveria conotação homofóbica nesta morte?
Mott
Embaixador americano assassinado na líbia era homossexual
Os grandes meios de comunicação estão apontando o dedo para os potenciais culpados dos tumultos islâmicos antiamericanos na Líbia, os quais resultaram no assassinato de alguns americanos, inclusive do embaixador. O principal culpado é um filme anti-Maomé feito por um cristão copta na Califórnia, dizem. É fácil culpar um copta. Milhares de cristãos coptas no Egito sofrerão muito mais do que já estão sofrendo desde que começou a Primavera da Al-Qaida, auxiliada pelas potências ocidentais. Esqueça que os tumultos assassinos começaram na data de 11 de setembro, aniversário do maior ataque terrorista islâmico aos EUA. E esqueça que a homossexualidade de Chris Stevens, o embaixador dos EUA na Líbia, não era segredo, para os EUA e para a Líbia. Contudo, todos estão em silêncio sobre esse
segredo.
É só mostrar ao mundo islâmico a “audácia” americana, como diriam os adeptos da Al-Qaida, de enviar homossexuais a suas terras sagradas e haverá mais tumultos violentos e assassinos. Nessa altura, o governo e os meios de comunicação dos EUA têm uma grande oportunidade, aos olhos do mundo islâmico, de ensinar uma lição para a Líbia “homofóbica”.Entretanto, as potências ocidentais estão bem cientes de que é suicídio diplomático e militar ensinar tal lição a essas nações “homofóbicas”.É muito mais fácil culpar os cristãos e deixá-los sofrer as consequências de péssimas decisões diplomáticas e políticas. Por isso, o coro do governo de Obama e dos meios de comunicação diz: “Culpe o filme anti-Maomé!”Quando um homossexual é assassinado por assassinos não cristãos e muitas vezes homossexuais num país ocidental, culpe os cristãos, principalmente os pastores. Mas quando um homossexual é assassinado por muçulmanos num país muçulmano, evite culpar os muçulmanos. Caso contrário, os muçulmanos farão o que os cristãos nunca fazem: tumultos assassinos. Para acobertar a sodomização e assassinato de um embaixador gay dos EUA perpetrado por muçulmanos num país muçulmano, o filme anti-Maomé será a desculpa perfeita para desviar a atenção da péssima decisão do governo de Obama de insultar os muçulmanso lhes enviando um embaixador gay. E os cristãos coptas no Egito e os cristãos em outros países muçulamanos mais uma vez pagarão um elevado preço pelas estúpidas políticas externas dos EUA.